quinta-feira, 12 de setembro de 2013

WhatsApp: e agora? Como gerenciar o tempo?

As redes sociais, programas de bate-papo, skype, enfim o mundo da interatividade existe já tem muito tempo. Fui usuário do MIRc, programa de bate famoso do início dos anos 2000, época em que o bate-papo do uol vinha substituir o famoso 145 (disque amizade) e era o que havia de mais moderno para conhecer novas pessoas. Com o advento do msn, orkut e o fenômeno facebook as redes sociais viraram febre: um compartilhamento de informações sem fim. As coisas foram se integrando e é possível bater papo online de praticamente todas as principais ferramentas.  As corporações, ou pelo menos grande parte delas, precisaram de atitudes contra os colaboradores inconscientes, que não sabiam gerenciar o tempo e passavam mais tempo das suas horas de trabalho nas redes sociais  e chats online do que fazendo suas atividades. Os programas de bloqueio funcionaram: pronto, o controle estava garantido. Triste ilusão. A comunicação avançou, os smartphones chegaram, a internet ficou disponível a todo momento e as bandas da telefonia celular começaram a prover acesso fácil a todos os aplicativos que só existiam nos PC's e notebooks tradicionais. A solução anterior já não atendia, pois não tem como bloquear os celulares nos locais de trabalho. E agora a coisa "piorou": existe o fenômeno whatsapp, que permite conversar a todo instante, a todos os momentos. É bem mais avassalador que os tradicionais bate-papos. A interatividade está facilmente disponível pois, de alguma forma, enquanto você escreve existe a percepção que você está falando ao telefone e virou canal de comunicação preferido até para as próprias organizações que estimulam o uso pelos seus colaboradores, afinal de contas é gratuito e os gastos com contas de celular podem ser diminuídos de forma significativa. E agora? Diríamos que o feitiço virou contra o feiticeiro? Na verdade o que será cada vez mais necessário, e isso poderia ter acontecido antes dos bloqueios tradicionais realizados nos PC's, é monitorar e controlar entregas dos colaboradores, atividades e tarefas designadas, restrições de tempo, entender quais os tempos necessários, estar atento ao uso desenfreado da tecnologia de forma não produtiva, enfim, gerenciar de perto, educar. O tempo é cada vez mais escasso nas nossas vidas e a gerência dele é de fundamental importância para que não tenhamos sensações constantes de fracasso ou de dever não cumprido. Essa sensação não existirá se tivermos consciência que aproveitamos de forma produtiva o tempo que tínhamos da melhor forma possível, sem nos envolver com distrações que nos tiram o foco em momentos não apropriados. A tecnologia não é culpada, não é ruim, o seu mal uso é que pode torná-la indesejável. Então, cuidemos das pessoas.

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