sábado, 3 de dezembro de 2016

Eternos heróis da Chapecoense

Há muito tempo não escrevo nesse espaço..mas essa semana o esporte que corre na minha veia desde criança, o futebol, está de luto...aliás o esporte está de luto. Foram 71 mortos e apenas 6 sobreviventes, dos quais somente 3 jogadores, no trágico desastre aéreo que vitimou todo o time da Chapecoense (os outros sobreviventes são da imprensa e da tripulação). Bem, mas essa história está nas páginas mundiais com seus detalhes e quem buscar por um fatídico 29/11/2016 encontrá tudo. Aqui não vou escrever escrevê-la, somente limito minhas reflexões sobre o fio de algo chamado vida.

O grande Carlos Drummond escreveu sobre uma simples pedra, que ela estava no meio do caminho, tinha uma pedra no meio do caminho, tinha uma pedra, no meio do caminho tinha uma pedra.

Existia uma pedra nessa história?

23/11/2016 Semi-Final da Copa Sul Americana

Jogo Histórico para a Chape como é carinhosamente chamada pelos seus torcedores: uma vitória ou empate sem gols e a equipe jogaria pela primeira vez na sua história a final de uma competição internacional, a copa Sul Americana. 49 minutos do Segundo tempo, Chapecoense 0 x 0 San Lorenzo. Aparece um pé de um certo goleiro chamado Danilo...

Goleiro Danilo faz milagre no último minuto!

Existia uma pedra nessa história? um goleiro, um pé, uma bola que não ultrapassou a linha e tudo hoje seria diferente. Nossa vida é feita de "SEs", de "SIM ou NÃO", de decisões que tem o poder de mudar nosso caminho. Um goleiro, um pé, uma bola e um caminho diferente. Uma aeronave em emergência no mesmo instante da aproximação do trágico vôo. Um piloto e uma decisão incorreta. Um caminho diferente em meio a tantos "SEs". O time que sonhou e encantou uma cidade teve uma página muito triste escrita no seu livro. O time da cidade virou o time do Brasil, da Colômbia, do Mundo em uma comoção mundial. O sonho acabou em uma montanha na Colômbia.

Hoje o Brasil se despede das vidas terrenas perdidas naquela montanha. No mundo inteiro se vê homenagens, minutos de silêncio nos estádios, praças esportivas, choros, orações, camisas em alusão a Chapecoense, É bom ver que o mundo ainda possui alma. Aquelas pessoas foram eternizadas da forma como nunca imaginaram e nem gostariam. Ah se não existisse aquele pé não é Danilo? Mas ele tinha que está ali e nossa história continuará assim sendo regida pelos mistérios da vida.

“Os dias do homem estão determinados; tu decretaste o número de seus meses e estabeleceste limites que ele não pode ultrapassar” (Jó  14:5)






sexta-feira, 1 de novembro de 2013

As 48 leis do poder: não confie demais nos amigos, aprenda a usar os inimigos


lei 2
Não confie demais nos amigos, aprenda a usar os inimigos

Essa lei alerta que precisamos ter cautela com os amigos. Eles o trairão muito mais fácil do que podemos imaginar. Ao contrário, façamos um favor a um inimigo e ganharemos alguém que terá o tempo todo que o que provar.
 
Parece chocante não? Não, os trechos e exemplos do livro mostram uma realidade que muitos podem ter passado e ,se ainda não fizeram, é interessante refletir sobre isso: até que ponto um amigo pode ser realmente fiel?
 
Quando contratamos uma pessoa ou o trazemos para nos auxiliar, devemos fazer pela sua competência e não pela sua amizade. Quando fazemos a segunda escolha, caímos na armadilha de relaxar e não percebemos (ou demoramos a perceber) que começamos a dar poder demais, que pode ser traduzido das mais variadas formas como, por exemplo, independência para decidir, autoridade sem limites, conhecimento centralizado, que fatalmente se traduz em um comportamento de prepotência, arrogância e inveja sob aquele que o colocou naquele lugar. A maioria "esquece os favores que recebeu e imagina ter conquistado tudo aquilo por seus próprios méritos".
 
Ao contrário, quando trazemos um inimigo para a nossa equipe, se estabelece uma interessante relação de gratidão e necessidade de provar o merecimento da confiança que impede que o poder concebido se transforme em traição ou atitudes que visam diminuir a sua posição. Não é que se estabeleça uma relação de desconfiança, mas uma relação de constante gratidão e alerta. A possibilidade de surpresas indesejáveis diminuem de forma considerável.

É difícil absorver essa lei, porque normalmente pensamos de forma contrária. Com a experiência profissional  e alguns exemplos já vistos percebo que é muito mais difícil gerenciar amigos. Geralmente se trata com muita cautela os feedbacks negativos e nunca é dito o que deve ser dito de fato. Algumas passagens do livro são suficientes para nos fazer pensar sobre esse ponto:

"O problema é que nem sempre se conhece os amigos tão bem quanto se imagina. Eles costumam concordar para evitar discussões . Disfarçam suas qualidades desagradáveis para não se ofenderem mutuamente. Acham graça demais nas piadas uns dos outros. Visto que a honestidade raramente reforça uma amizade, você talvez jamais saiba o que um amigo realmente sente."

Recentemente a revista você S/A saiu com uma reportagem intitulada "o inevitável jogo do poder" na qual descreve quais as lições na luta pelo sucesso que poderiam ser aprendidas com a série Americana "house of cards". Entre elas é trazida o que foi chamado de "a rede do poder" e reforça exatamente o que é posto na lei aqui enunciada:

"A rede de apoio não é feita apenas de aliados. Existem contatos menos próximos que são fundamentais. São rivais que momentaneamente, unem-se em torno de um interesse comum. Dentro dos limites éticos, é o que deve ser feito no mundo do trabalho: ao ajudar alguém, eu crio um vincula que presume haver uma retribuição" (Fernando Jucá, sócio e president da Atingire, empresa de treinamento corporativo, São Paulo)

Então, como já dizia a música do barão vermelho,

"Eu ti desejo muitos amigos e que em um você possa confiar, e que tenha até inimigos para você não deixar de duvidar"