sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Você faz sua parte?

Mais uma reportagem hoje pela manhã falando sobre a falta de respeito que existe no Brasil com relação a acessibilidade da pessoa com deficiência física. A reação normal de todos nós é parar e chocado pensar:"tão simples de resolver, como essas coisas podem acontecer?". Entretanto, se chegamos em algum lugar lotado e desejamos estacionar não pensamos duas vezes antes de colocar nosso carro em vaga reservada para idoso ou deficiente físico. É isso, brasileiro gosta de falar, ter opinião mas dificilmente fazemos nossa parte.Somos acostumados a desrepeitar leis e fazer as coisas de forma que possamos levar vantagem em tudo. Infelizmente, todos os dias percebo coisas do tipo e começo a pensar que a velha máxima que diz "brasileiro quer levar vantagem em tudo" é a mais pura verdade. Estava parado em um sinal ontem e algo simples me chamou a atenção: um sinal para pedestre.Essa coisa é levada muito a sério na Europa e as pessoas dificilmente atravessam a rua se ele estiver fechado, mesmo que não venham carros.Isso é uma questão de educação e civilização, respeito as leis existentes.No Brasil são criadas leis para fazer cumprir leis que existem e não são respeitadas faz séculos.Isso é retrato de anos de descaso do poder público e falta de educação. Isso é algo que se conquista a longo prazo.Ainda falta muito para sermos primeiro mundo e cogitar fazer parte desse seleto grupo. Culpa exclusiva do governo?sabemos que não.Principalmente da forma como educamos nossos filhos.Então façamos primeiramente nossa parte antes de olhar certas coisas que vemos e criticamos todos os dias.Vai notar que o esforço é interessante e considerável e perceber de qual lado ainda fazemos parte.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Acabou o 1º turno.Saldo?

Qual o saldo das eleições nesse primeiro turno?depende do ponto de vista...Se formos julgar um processo que elegeu deputados como os que vimos país afora então o saldo é mais do que negativo.A renovação é baixa e quando aparentemente acontece é apenas um mais um nome novo (=marionete) apoiado, por uma máquina eleitoral muito poderosa, OU o bisneto,neto,filho, irmão,etc,etc,etc de algum de nossos adoráveis politícos que se revezam no pode há algum tempo e mantém a disnatia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinastia) sem muito esforço. Eles são so responsáveis por nossas leis.Daí para baixo (deputado estadual, vereador) o buraco só aumenta. Isso é resultado de uma democracia que não aprendeu ainda da forma devida o poder do voto. Mas,
enqüanto não tivermos educação essas coisas irão acontecer.Qual a culpa de algumas pessoas, a grande maioria, não ter acesso ao básico para ter senso crítico na hora do voto?Qual o interesse de nossos políticos em fazer isso acontecer? nenhum, pois dessa forma eles se mantém no poder e a roda que gira de tempos em tempos com as mesmas figuras.
Por outro lado, se no congresso temos algo próximo do desastre acho que foi dada uma bela sinalização de mudança na eleição para presidente com a expressiva reação e votação de Marina Silva.Se fizer o dever de casa direitinho tem tudo para vôos mais altos em pleitos futuros.
Infelizmente, Marina é apenas uma promessa. Os desastres eleitos são uma realidade e maioria. Então vamos conviver por mais quatro anos submetidos aos velhos problemas de sempre e por muito mais tempo que isso,pois até que o povão consiga acesso a uma educação suficiente para entender a importância e os efeitos de de cada cargo eleito não vamos ter as tão sonhadas mudanças. Até lá, se isso existir um dia, vamos acreditando um dia Deus pode ser brasileiro...Algum recado esse ano foi dado.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Começou a enganação eleitoral gratuita

Novamente aqui estamos, tendo que nos submeter (ainda bem que existe os canais por assinatura) a ter o nosso sossego diário incomodado por uma propaganda obrigatória gratuita, no rádio e TV (ainda bem que ainda não obrigaram a internet ser dessa forma. Já imaginaram??). Pior que aguentar as sempre tradiocinais figuras hilárias, novas, remodeladas, que aparecem periodicamente para nos fazer gargalhar, é ter que aturar a cara de pau e amnésia da maioria dos políticos tradicionais que ficam se reservando entre cargos a cada nova eleição. De repente, lá estão eles, prometendo fórmulas simples e óbvias para resolver todos os problemas principais da população: educação, saúde e segurança pública. Esse é o grande mistério da equação: apesar de simples em toda eleição ela se encontra ali, pronta para tentar ser solucionada pelos mesmos alunos. Nesse momento , aparece o dom artístico inegável de nossos adoráveis políticos, que ao invés de se mostrarem como péssimos alunos que foram reprovados por vários anos seguidos se apresentam como pessoas que nunca estiveram lá e que, portanto, não têm nenhuma relação com os velhos problemas não resolvidos. "Até quando esperar a plebe ajoelhar esperando a ajuda de Deus?".As músicas continuam sem envelhecer...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

E ainda tem quem agüente política.....

Até quando vamos ter que aguentar as repetições periódicas de manifestações políticas repetitivas?cansa ver que somos feitos de idiotas de tempos em tempos com as mesmas táticas de sempre: chega época de eleição e o que tem de candidato desfilando por bairros pobres, abraçando as pessoas, pegando crianças sujas no colo e fazendo as mesmas promessas infundadas de sempre é uma grandeza.A coisa é tão feia que a grande maioria se esquece que foram responsáveis nos últimos anos por mudar as coisas que prometem hoje.No rio Grande do Norte a cena é mais patética ainda, com as mesmas oligarquias se revezando no poder faz anos - direta ou indiretamente.Mas ainda pior que isso são as "crias" que vão aparecendo aos poucos, canditados a deputado estadual, federal, até que um novo ciclo se inicie. Competência demonstrada para a sociedade? nenhuma. Pelo contrário a grande maioria é retrato da expressão máxima chamada "filhinho de papai". Conhecimento da realidade, valores? quase sempre nenhum. As vezes são pessoas bonitas e se isso não é verdade não tem problema pois ficam, afinal o sobrenome os tornam perfeitos e importantes  para os olhos de pobres miseráveis sem educação.Aliás,quando vamos ser um país desenvolvido e saber o real significado dessa palavra?por mais que os números mostrem evoluções temos ainda uma geração que vota por "um par de sapatos,por um saco de trocados ,por um quilo de farinha (Herbeth Vianna)".E  isso só aumentou com o bolsa famíla ou o "não trabalhe que a sociedade paga suas contas".Regressão ou anti-evolução...chame como quiser. As letras das músicas que retratam o Brasil não envelhecem e isso mostra que o ciclo apenas continua.....
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PS.: para quem é de Natal, esse texto foi inspirado em uma cena vista no trânsito ontem no final da noite.Um corsinha todo decorado de política, com a múmia (Lavoisier Maia) abraçado a um cidadão jovem chamado Lauro Maia e com um jargão que deu vontade de vomitar:"Lá vou eu, é com Lauro que eu vou"....arrghhhhh......até criatividade tá faltando.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Só daqui a 4 anos....

Acabou a copa do mundo para o Brasil. Diferentemente de 2006, vimos dessa vez uma seleção em que os jogadores mostraram vontade de vestir a camisa verde e amarela e choraram na derrota. Perdemos lutando...naquela ocasião,contra a França 4 anos atrás, fomos derrotados sem mostrar vontade ou garra para vencer. Agora foi diferente, mas esbarramos em algo pior: estávamos sem capacidade técnica para fazer a diferença. Isso ficou muito claro quando tomamos um mero gol  de empate: onde estava a confiança que dizia que os melhores do mundo podiam voltar a ganhar? não existia. O time mostrou falta de confiança nele, em suas habilidades, porque na verdade elas estavam fragilizadas. É aí que fica para mim a maior tristeza para um profissional:quando ele tem motivação, garra, vontade mas não encontra forças para fazer mais do que pode naquele momento. Parabéns aos jogadores que vestiram a camisa verde e amarela. Não existem culpados,pois é muito fácil falar de fora.Quanto ao nosso comandante, não posso dizer a mesma coisa. Foi extremamente arrogante em quase toda a copa do mundo e, se a motivação é um mérito dele, acho da mesma forma que nossa falta de confiança quando mais precisamos dela foi culpa dele. Se os jogadores que estivessem melhor no momento tivessem sido chamados a estória podia ter sido diferente.Claro, esporte é esporte.Podíamos ter perdido também.Mas perdido não apenas com luta, mas também com qualidade técnica, como a seleção de 1982: até ensaiei um choro hoje mas não dava.A limitação da nossa seleção era grande demais para tanto - eles fizeram o possível. Resta sentir a dor com a derrota e esperar por longos 4 anos, até que possamos pintar a cara de novo, gritar, torcer, nos emocionar e dizermos para todos:sou brasileiro com muito orgulho!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ronaldo,o fenômeno

Sou flamenguista "doente" e é inegável o quanto vibrei essa semana com a classificação na libertadores contra o corinthias . Hoje estava vendo uma entrevista dada ontem por Ronaldo, o fenômeno (http://www.youtube.com/watch?v=HZkRAoyQ2Kc).  Assisti também alguns programas esportivos que acharam exagerada demais as declarações feitas por ele:o Brasil sabe tratar ídolos, mas analisa o momento atual. Esse foi o comentário geral. Hora, isso é ter memória curta!! Admirei Ronaldo ontem, como havia admirado por sua volta brilhante em 2002 quando, de desacreditado, levou o Brasil ao título mundial. Admirei por ele ter respirado e respondido com muita elegância a pergunta feita, que  indagava por que ele não tem comprometimento. Naquele momento, infelizmente, uma grande maioria preferiu não ver o homem que suplicava para respeitá-lo por tudo que já fez pelo futebol brasileiro.Foi melhor ver o homem apenas pelo seu momento atual. Somos assim, gostamos de julgar e nos divertimos com preconceito mas, sinceramente, tem uma hora que isso cansa.

domingo, 11 de abril de 2010

A moderna indústria da "seca"

Estudei (e acho que muitos da minha geração também), por volta de 1988, uma disciplina chamada OSPB (Orientação Social e Política Brasilieira) e havia um livro adotado cujo autor era Frei Betto em que ele falava sobre a indústria da seca. Basicamente se mostrava os interesses de alguns vários grupos políticos em não resolver o problema da seca do nordeste porque ela existir era bastante rentável: o dinheiro para resolver o problema sempre acabava no bolso de algum "responsável" por solucionar a vida dos nordestinos do sertão.Ainda havia a grande vantagem dos votos alcançados pelas poucas migalhas que ganhavam o destino devido. Já se passou muito tempo desde que vi aquilo pela primeira vez. Mas nada mudou. O verbo no passado foi muito mal empregado acima. O que vemos hoje é que, graças ao abençoado ser humano, o clima mudou e o Brasil germinou várias novas "indústrias da seca" em diversas regiões. Ela existe em todos os cantos, não é privilégio apenas dos nordestinos, mas ds todos os cantos desse país. É a indústria da seca e da chuva. Exemplos recentes? Vimos e estamos vendo desgraças naturais em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazônia, São Paulo, Rio de Janeiro..ufa....e sempre temos enormes consequências com mortes e desgraça da população.Mas quem controla o clima? ninguém, afinal ele é obra dos Céus...Mas temos como controlar seus efeitos. Na grande maioria das vezes o que temos assistido há muito tempo são consequências das péssimas gestões públicas que assolam o nosso país: recursos são disponibilizados e desviados ou mal empregados: morros são ocupados indevidamente, lixos se acumulam nas cidades, a educação da população é precária, estradas são construídas com péssimo material ou não são mantidas corretamente, etc, etc, etc. No dia seguinte somos obrigados a assistir políticos responsáveis por resolver os nossos problemas aparecem nos meios de comunicação lamentado e informando que nos próximos dias ações serão feitas para resolver os problemas. Esses discursos e ações "existem" sempre, mas quando a poeira baixa tudo volta ao normal. Até que aconteça de novo. Por essas e outras o título e a letra da música
Que País é Esse? (legião Urbana)
não envelhecem nunca no Brasil.Infelizmente.

terça-feira, 30 de março de 2010

Papo de escritório

Passamos a maior parte de nossa vida no trabalho.São, na melhor das hipóteses, cerca de 40 horas por semana. É muito mais do que temos disponível para a nossa família.Percebemos isso mas não damos muita importância.E o que acontece no nosso dia-a-dia? Se conversa sobre política,religião,família,futebol,televisão,carro,relacionamento,trabalho...ufa!sobre tudo.São conversas repetidas e novidades do dia anterior,ou melhor,novidades das semanas,meses ou anos anteriores.Acontecem previsões futuristas:qual o futuro da humanidade?ali se sabe. Todos opinam.Todas as formas de comunicação são praticadas e a verbal muitas vezes é para a participação de todos: do nada alguém emite opinião sobre uma assunto.Pronto.Isso é suficiente para avalanches de opiniões diversas em alto e bom som.Até todos se acalmarem e retornarem normalmente para suas atividades.Interessante como isso acontece todos os dias. Não percebemos mas, No ciclo da nossa rotina diária, fatos rotineiros nos deixam vivos dentro de nossa própria rotina.Então vivas ao papo de escritório.

domingo, 14 de março de 2010

Tudo é uma questão de educação

Interessante como o Brasil possui várias leis que não são cumpridas. Aí para fazer acontecer de vez em quando vem uma imposição. Aí as autoridades figem que vão fiscalizar e punir e nos fingimos que não fazemos. Foi assim alguns anos atrás com uma campanha e lei que surgiu para desarmar a população (até plebiscito fizeram): todos teriam que entregar as armas se não responderiam judicialmente. Mas existia uma lei que só permitia ter arma quem tivesse o porte. Era a mesma coisa. A mesma cena se repetiu para a tolerância zero do álcool no trânsito. São poucas as fiscalizações que são vistas. Mas já era proibido beber e dirigir,. Não existe novidade alguma. Os exemplos acima recaem no mesmo caso: falta de educação. Leis foram feitas para serem cumpridas. Mas, sempre pensamos: "somos brasileiros, damos nosso jeitinho". A falta de educação se manisfeta em várias atitudes que vemos todos os dias nas ruas: fulano que joga o lixo pela janela do carro, sicrano que dirige enquanto segura uma lata de cerveja, beltrano que não devolve o troco errado e sai sorridente achando que levou vantagem. Somos um povo que achamos que sempre as culpas estão nos que oso outros fazem, mas não nos policiamos para sermos justos e fazermos cumprir coisas simples, através de ações simples. Deu para sentir de perto o fator educação na Europa: por exemplo, a faixa de pedestre está ali para ser respeitada, venha carro ou não.é outra cultura. Enqüanto isso, na minha cidade Natal (literalmente) depois de anos tentando fazer os motoristas pararem em uma determinada faixa de pedestres, em frente ao shopping de uma das avenidas mais movimentadas que leva para a praia mais badalada e famosa devido ao seu morro (Ponta Negra), sem sucesso, resolveram colocar um sinal. É isso mesmo:um sinal. Achei isso uma expressão grande do quanto não conseguimos praticar leis e simplesmente sermos educados.