Estava entrando em uma avenida grande da cidade e dou de cara com um antiga padaria feita de templo. Escrito em letras garrafais: "Igreja do Rio da Vida: Aquela que Dá de Beber a Quem Tem Sede". Aquilo tocou fundo. Não no coração e nem na alma, mas na indignação. Já estamos nos acostumando a passar pelos locais e ver igrejas dos mais variados tipos e nomes.Lembro que algum tempo atrás (uns 15 a 20 anos) só se escutava falar praticamente em 04 igrejas: católica ,Assembléia de Deus, Batista e Presbiteriana. Por que as pessoas preferiram sair de suas igrejas e se tornarem salvadores do mundo? É um excesso de pretensão e falta de hulmildade tremendos: "Não dá para ficar nesse espaço, sendo apenas mas um servo do senhor. Preciso ter meu próprio templo. Afinal, não dá para ficar escutando um pregador falar em meu nome. Eu sou a pessoa que deve proferir palavras e anunciar a salvação". Isso, por si só, já desabonaria essas criações com nomes altamente criativos. Mas sabemos que no fundo não é apenas isso. Existe uma necessidade de enriquecer. Agora sim, apareceu a palavra chave. Ganhar dinheiro! E que belo negócio se constituiu as igrejas. São vários os casos conhecidos de enriquecimento excessivo: Igreja Universal do Reino de Deus e seu patriarca Edi Macedo ou o caso dos pastores da igreja Renascer em Cristo que ficaram presos nos Estados Unidos com alguns modestos doláres não explicados.Parece que nos últimos anos estamos retornando no tempo e voltando a idade média quando a salvação, a ida para o céu, era comprada. Mas o tempo agora é diferente, moderno e daqui a pouco estamos comprando franquias e sendo empresários de igrejas.Até montarmos a nossa própria, claro.
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